quinta-feira, 13 de março de 2014

O vilão do Grindr


O vilão do Grindr
Porque os gays de Ipanema estão sempre solteiros?


Antes que me atirem pedras, costurem o meu nome na boca do sapo e me compartilhem com comentários maldosos e ofensivos nas Redes Sociais (apesar de não temer nada disso), já aviso de antemão que não estou em nenhuma posição de julgamento quando me refiro aos gays de Ipanema. Na verdade, estou levando em consideração o estilo de vida que é mais enfático nesse bairro tão disputado pelos homossexuais do mundo todo. O fato dito aqui poderia se estender por Copacabana, Leblon, Madureira, Caxias, São Paulo, Recife e até por uma cidadezinha que nem existe no mapa.

Esbarrei com um amigo que nunca teve muita sorte de namorar porque não corresponde aos padrões de beleza. Coitado: corpo franzido, barriguinha de chopp, meio calvo e, pra piorar, um ar de quem acabou de sair da prisão. Dá pra entender porque ele sai pra night em busca de companhia e, no máximo, volta pra casa sem a carteira.

Estava eufórico me contando suas aventuras mal sucedidas no Grindr, um aplicativo de relacionamento entre homens, que ele baixou no seu celular. Disse que cansou de sentir-se rejeitado e receber maus tratos de forma gratuita. Nem colocando a sua melhor foto no perfil conseguiu tirar suspiros de algum desavisado. Suas maiores experiências foram com um bêbado e com um rapaz que bateu a porta na sua cara e fingiu que tinha batido no endereço errado.  É ... Não tá fácil pra ninguém, mas pra esse aí está mais que difícil – mas não impossível.

#xatiado.

Cansado de ser esculachado pelas “bichas de Ipanema”, que comem angu e arrotam caviar; que dividem apartamento com mais cinco; que vivem às custas de um gringo ou alguém com o dobro da idade, resolveu fazer justiça com as próprias mãos. Criou um perfil fake no Grindr e em questão de minutos tornou-se o Black Block do aplicativo, destruindo todos em nome da justiça - sem medo de repressão.
Eu, como escritor e investigador da natureza humana me interessei pelo assunto de cara e resolvi dar atenção ao fato.

O plano aconteceu assim. Ele criou um perfil com uma foto roubada da internet (um homem com um corpo escultural, que segurava uma prancha de surf, que tinha uma expressão de riqueza, bem criado, que nunca trabalhou e supostamente revezava o seu tempo entre academia e pegando onda no Arpex, ou, Arpoador). Na descrição ele se posicionava como o machão pegador, adorador da natureza, com todos os dotes inimagináveis.

Foi tiro e queda.





200 mensagens recebidas em menos de 15 minutos. Pretendente de todos os tipos surgiam na esperança de ter um feedback, ou um simples sinal de vida. Ele disse ter sido bastante generoso com pessoas “normais” dando atenção e massageando o ego desses pobres mortais. Mas o foco era atingir as “brothers de Ipanema”.

Ele percebeu que os gays que se acham os bam bam bans, que fazem cara de c* doce na praia, que posam de gato garoto no Facebook tinham, naquela ocasião, uma aproximação mais educada, escreviam com delicadeza, com um certo receio de serem rejeitados. Curvavam-se como súditos e obedeciam a todos os seus pedidos. Mandavam fotos de todos os tipos, algumas dignas de desbancar qualquer ator de Hollywood, outras, de ângulos que nem eles mesmos enxergam, mas, no final das contas, depois de muitas expectativas, recebiam uma resposta bem fria e curta:

__ Não curti, sorte aí irmão.

 Ou então: __ Você tem uma cara de bicha que bate cartão na Farme (rua mais frequentada entre os homossexuais). Valew.

E também: __ Você tem cara de que vive de dieta e tem lordose, porque sua bunda anatomicamente me parece estranha. Fui.


Fiquei abismado quando ele relatou sobre a reação das pessoas. O mundo virtual é terra de ninguém, é uma batalha de covardes em que nenhuma das partes vence. Ele afirmou que a maioria desses rapazes “bem resolvidos” queria saber o motivo pelo qual estavam sendo rejeitados e sua resposta era o silêncio seguido de um delete. Quer algo mais torturante do que isso? Agora, convenhamos, criar um perfil num aplicativo e correr o risco de ser julgado por uma foto de corpo e uma breve descrição é uma verdadeira roleta russa para a autoestima, praticamente uma humilhação psicológica. Atração envolve muito mais do que isso. É necessário observar postura, voz, jeito de falar, de se vestir, o cheiro, a pegada, o papo, a química, o conteúdo. Se é pra entrar em cena, esteja preparado para um NÃO, ponto!

Alguns dos recalcados que receberam “beijinho no ombro” ao serem deletados, acabavam por criar outro perfil na tentativa de descobrir de quem se tratava o já então considerado vilão do Grindr. Tudo leva a crer que os gays de Ipanema precisam ser desejados a todo custo, não conseguem conviver com a rejeição ou com o simples fato de que podem não ser a preferência de alguém. Mas em contrapartida agem sem o menor escrúpulo quando alguém não preenche as suas aspirações. Criam um mundo em volta do umbigo e não hesitam ferir alguém que não faça parte de seus grupinhos.

Um fato muito marcante foi o de um rapaz, figurinha fácil do Coqueirão, que é o point dos bonitões mais descolados da praia, que se propôs em usar salto alto e calcinha. Chegou até a receber fotos dessa figura que mais parecia a Tiazinha, com direito a chicote e tudo mais.  Ele, nessa travessura virtual, descobriu coisas que me fizeram pensar. Porque o garoto de Ipanema, sarado, lindo, supostamente rico e bem educado está sempre sozinho? Ele concluiu que a bicharada vive de máscaras como se o carnaval durasse o ano inteiro. Não à toa o símbolo do aplicativo é representado por uma máscara quase semelhante ao do Anonymous.  Segundo ele, os ativos são todos versáteis, os versáteis são passivos e os ativos de verdade estão sempre ocupados “comendo alguém” – até que faz sentido.  Os ricos são os pobres, os puritanos são os mais devassos e os que fazem “carão” estão sempre disponíveis nos banheiros das boates ou nos vídeos de carnaval de Floripa – que por sinal é o assunto do momento que rola no Whatsapp. Longe de mim julgar a pegação, a culpa é da testosterona. A pergunta que fica no ar é, se você veste um personagem, o que acontece quando descobrem que você é você?

Dormir com um sarado marrento e acordar com uma donzela miando é um contraste gritante. De nada adianta passar o ano fazendo ciclos de bomba para ter uma aparência mais masculina, posar com boné pra trás, desfilar de skate pela orla aos fins de semana, falar brother, brow, lek, e na hora “H” não se conter com os ritmos da Rihanna e Katy Perry.

Analisando os fatos, O garoto de Ipanema está solteiro por pura opção sim, pela simples ilusão de que haverá sempre alguém “melhor” na esquina. Essa busca incessante cria um vazio emocional, constrói ilusões, destrói sentimentos de forma que só mesmo um terapeuta pra juntar os cacos. Estão escravizados pela vaidade e precisam ostentar o que não têm, alimentar o monstro que construíram obcecadamente.  É uma tempestade na alma – e ninguém está livre disso, seja no aplicativo, nas ruas de Ipanema e em qualquer lugar onde se privem dos direitos de ser negro, gordo, asiático, pobre, ou simplesmente diferente.

Bruno de Abreu Rangel






36 comentários:

Flávio disse...

Parabéns Bruno pelo artigo! Excelente!

Penso que a vida moderna, gay ou nao, vive a ritmo industrial em todos os ângulos, e, no envolvimento afetivo/sexual não é diferente.

Importa hoje a quantidade de pessoas que levamos pra cama e não a "qualidade", o carinho e respeito do parceiro. ..um salve ao fordismo !
Este é um dos fatores pelo consumo de drogas, consultórios psiquiátrico s lotados e alto índice de suicídios.
Somos seres humanos e não máquinas.

Anônimo disse...

Muito original e ousado. Mas gosto desse estilo que causa polêmica e nos põe a pensar. Nota 10!!!

Anônimo disse...

Acho esse texto completamente sem sentido. Pra mim isso é uma forma de julgar uma tribo sem ser imparcial. Discordo da forma como satiriza as situações.

Anônimo disse...

Arrasou

Anônimo disse...

Conseguiu sintetizar e ilustrar a vida gay contemporânea e o descontrole sexual aliado à autoestima.

Anônimo disse...

Texto digno de Sex and the City. Parabéns

Jonas de Freitas disse...

A ideia é boa, se o texto não fosse viciado por figuras preconceituosas as quais, aparentemente, estariam sendo guerreadas.
"Dormir com um sarado marrento e acordar com uma donzela miando é um contraste gritante. De nada adianta passar o ano fazendo ciclos de bomba para ter uma aparência mais masculina, posar com boné pra trás, desfilar de skate pela orla aos fins de semana, falar brother, brow, lek, e na hora “H” não se conter com os ritmos da Rihanna e Katy Perry."
Repense.

Anônimo disse...

Quem discorda de sátira e irônia, é porque não entendeu ou faz parte das "monas ipanemescas" rsrsrs Bom texto!

rafasena disse...

Sinto-me vingado e até aliviado.Vivo em Ipanema e sei bem como é esse meio virtual. Abandonei os apps e parti pro mundo real e de fato estou bem mais feliz.

Anônimo disse...

A pessoa não tem o padrão de beleza tido como "belo", não se esforça pra mudar isso (não que ela deva fazer isso), mas sonha com os bonitões.

Menos chopp e mais academia pra essa bicha hipócrita!

Masterclass disse...

Porra cara falou e disse..Parabéns!!!!!

Rafael Machado disse...

Parabéns, matéria linda de se ler.
Me dá preguiça esse tipo de gente. Pessoas que se acham e no final não são nada, apenas são sem caráter caráter e sem conteúdo.

Dieguito disse...

<3

Juliana disse...

O carinha que comentou...
"Menos chopp e mais academia pra essa bicha hipócrita!"
Deve ser um dos rejeitados pelo Vingador do Grindr, que vive atrás dos riquinhos e bonitões, tenho pena de ti e de todos assim, rapaz.
By the way, ótima análise e texto, infelizmente tem sido assim mesmo, isso porque nem mora em capital.

Juliana disse...

isso porque nem moro em capital**

Leo Mezenga disse...

Excelente texto! Realmente a maioria cria um personagem que depois se torna difícil se livrar. Além disso, a necessidade de aceitação entra em conflito com o narcisismo exagerado e eles não sabem como lidar. É uma tribo gay muito mal resolvida, apesar da aparência de segurança que eles acreditam demonstrar por meio dos músculos e da beleza física...

Anônimo disse...

kkkk
Já fiz o vilão do Bueno aqui em Goiânia, como ele em Ipanema, funciona da mesma forma... Desisti de aplicativos, a coisa é esquisita demais.
Texto muito bom, tenho a mesma opinião sobre essas pessoas...

Anônimo disse...

Seu amigo "feioso", caiu no mesmo buraco, pois está tentando ser o que não é, pra agradar gente que não gosta, tudo por um desespero em ter um "Parceiro", uma falta de amor próprio tremenda! Acha mais fácil jogar a culpa nos gays do que no fato de que o próprio não se aceita, e não lida bem com a imagem dele.Se lidasse, e se, se aceitasse, poderia sim encontrar alguém legal.
O unico culpado é ele, não o mundo gay...ninguém te obriga a se adaptar ao meio. E isso não é culpa de ninguém! Frequento o meio dos ursos de São Paulo, onde tá cheio de maricona feia, barriguda velha e careca mas é gente que se aceita, e pega até meninos novinhos e sarados, eu mesmo não sou um "menininho" mas com meus 28 anos, ja peguei caras de 60! pois é um tipo que me interessa.Essa história de padrão de beleza gay é mais velha que o mundo!Hoje existem tantas tribos gays, de todos os tipos físicos e sociais, que essa teoria não faz NENHUM sentido.
Digo mais, a maiorias dos gays sempre foram solteiros, e vão continuar assim, isso não é novidade trazida por aplicativo nenhum, isso é uma opção de vida.Sexo sempre foi fácil e procurado pelos gays! Saunas, banheirões, cinemões, dark rooms, não falta opção pra sexo!
Tem gente que encontra prazer em sexo desenfreado, e tem gente que encontra felicidade em não ter sexo algum.Aceitem.

Anônimo disse...

Seu texto foi simplesmente "Phoda"! Isso mesmo, "Phoda" com "Ph" na frente.
Parabéns!
Infelizmente, existe essa podridão no nosso meio e muitas máscaras caem com o tempo.

Anônimo disse...

Li este texto do Bruno De Abreu Rangel, e refleti bastante sobre o assunto...
Eu estou solteiro a mais de 3 anos, em partes por opção e em partes não. A gente sempre busca algo que possa nos satisfazer, que atenda nossos padroes, e isto esta errado? temos direito de querer o melhor para nós! Mas as vezes encontramos o "melhor para nós", e não somos "o melhor para ele", porque todos estão nesta eterna busca pelo melhor, e ae, ficamos todos sozinhos...
Nestes mais de 3 anos, conheci diversos caras muito bacanas, que eu investiria numa boa, não fosse o fato de eu perceber que eu não era "o melhor para eles", do mesmo modo que conheci diversos que investiram em mim, e eu não dei bola, pois eles não eram "bons para mim", e esse é o ciclo natural das coisas.
Será que existe alguma maneira de mudar isso?
Sinceramente não sei...
E não adianta vir com papo de que a gente busca corpo, beleza, e não valores. Todos buscam um conjunto que o satisfaça. Já fiquei com caras extremamente perfeitos fisicamente sem conteudo nenhum. A primeira semana era mara, principalmente na cama, depois começa a ficar um vazio, pois a pessoa é vazia. Já fiquei com pessoas que me ganharam pelo papo, extremamente inteligentes, envolventes, mas que não estavam dentro do "padrão natural de beleza" ditado pela sociedade. Foi interessante, mas novamente o vazio apareceu, pois faltava aquela parte importante, o tesão sabe?
Por isso tenho minhas próprias opiniões sbre o modo de vida gay, sobre os que as pessoas fazem ou deixam de fazer.
Estamos todos na eterna busca pelo "perfeito", que não existe, e enquanto não nos contentarmos com o "quase perfeito" e sabermos conviver com a falta do que falta neste "quase perfeito", continuaremos solteiros e sozinhos...
Facebook: Cleber Hoofman

Alguém Por Aí disse...

Querido Bruno, inicialmente quero dizer que seu texto me tocou muito. Recentemente fui rejeitado nesses aplicativos por algo que não está em minhas características físicas, mas que, nesse momento, resolvi falar antes de ter qualquer relação sexual: o HIV. Durante essa minha recente vivência com o vírus (quase três anos) tenho adotado novas estratégias para lidar com essa situação, mas ainda estou a procura "da batida perfeita". Recentemente exclui o Grindr e o Scruff de meu telefone, pois percebi que estava "procurando limão num mamoeiro". A verdade é esses espaços se constituem lugares dos desejos e não desejos, especialmente trabalhados nas fantasias. O mundo "real" também não nos poupa dessas fantasias, mas o cara-a-cara certamente nos convida a estabelecer outras relações, talvez nem tão reais e sinceras, mas com um maior grau de uma "falsa transparência". Obrigado por compartilhar esse texto maravilhoso e o convido para acessar meu blog, que escrevo desde o terceiro mês da descoberta do vírus. Um forte abraço!

Anônimo disse...

Eu acho que eu e esse Cleber Hoofman deveríamos casar. Comentário perfeito, ao meu ponto de vista.

Anônimo disse...

Falou a bibolete machuda da Farme!

Anônimo disse...

Sou mulher, hetero e infelizmentetenho que dizer que a situação pra nós não é diferente. As relações humanas estão a cada dia mais difíceis, é um padrão irreal que as pessoas buscam e que nunca será satisfeito,até mesmo os cara não tão "favorecidos" fisicamente estão atrás das mulheres acima do normal e são rejeitados,o que gera um círculo vicioso de gnt infeliz e mal resolvida.

Anônimo disse...

Colocação perfeita, mas vai uma dica: sair do mundo "Virtual" e parti por "Real" é muito mais valido. Namoro com um cara super desses sufistas e também sou bonitinho, nos conhecemos fora do meio virtual e deu certo, ambos de nós dois vivemos no meio virtual e sabemos como era ter e está com alguém por simples status, hoje nossa relação é movida pelo simples, não tentamos ostentar ou ser quem não somos, não estamos juntos pela pegadas e até conversamos antes, durante e depois do sexo hahahaha... coisa que raramente ocorre nesse meio, já fiquei solteiro e pegava geral (atrativos) no mundo virtual, mas hoje entendo que mesmo eu sendo o bonito e ele o sarado, somos nós mesmo e com defeitos, e isso que é magico, isso é viver... não temos nada a provar um ao outro e por termos redes sociais estamos sempre no pique de nos livrar dos famosos pegadores, das cutucas as mensagens no messenger e assim rimos de quem se acha tanto mas não sabe o que é felicidade. vamos viver a moda antiga ai sim se aprender que é possível ser feliz e encontrar alguém. #Dika

Anônimo disse...

Repensar o quê? O texto exala a mais pura vdd. A carapuça te serviu "brother" ?

Enzo Philipe disse...

Sensacional!!!
Parabéns.

Anônimo disse...

Queria expressar minha opnião.
Com essa vingaça efemera seu amigo ficou mais forte, sarado, musculoso? conseguiu alguem?. È curiosos como as pessoa criticam os caras de academia massss sempre estão atras deles para exibir como trofeu aos amigos. Em todos os meios e tribos sempre vai ter pessoas com e sem conteudo. Tem algo atè de hipocrisia nessa pessoa porque ele busca o que ele não è. È como querer aprovar em um vestibular sem fazer as provas, ou seja ele critica mas não faz nada pra mudar isso, muito interessante. Ninguem nasce sarado, forte etc, espera um tempo para conseguir ser o que são e tem muita dedicaçao atras de tudo isso. Falam tb que sao machudas afeminadas, e as magrelas afeminadas? È facil criticar, muito facil mas dificil è fazer. Espero que seu amigo consiga alguem seja forte, normal, gordo ou magro e seja feliz, que no momento ele somente reflete uma pessoa amarga que muito reclama e pouco faz para mudar isso, que por muito perfil falso que crie seu amigo ele no final vai ser sempre o que ele è, poderia investir esse tempo que usou para ferir as pessoas para fazer algo mais produtivo. E falo isso nao pelas pessoas de academia, faria o mesmo se fosse ao contrario, porque o primeiro de tudo è o respeito de ambas as partes.

Anônimo disse...

Bom a muitas coisas que gostaria de disser, hahaha porem quero só falar o principal.
Adorei essa postagem, e de fato não isso não acontece somente com os Homens de Ipanema, mais em todo o Brasil.
Vingança é só um fator que acontece quando algo anteriormente aconteceu, então eu sei bem como é se vingar, alivia na hora, mais no fundo não muda muita coisa.
Eu não acredito que algumas pessoas não entenderam, ele simplesmente só queria se vingar, pois eu só seria isso, hahaha, ele queria rejeitar os outros, deixa-las no mesmo patamar que eles deixaram ele, isso da pra entender, não e fácil ser rejeitado.
Logico que ele poderia ter deixado isso de lado afinal tem muito homem por ai que quer atenção, isso não necessariamente que ele queria namorar, mais sim atenção.

Anônimo disse...

Excelente

Anônimo disse...

lindo o texto
mto real
muito coerente
parece que vc ganhou um fã
abraços

Anônimo disse...

Não vi como estereotipar um gênero, visto que isso é a mais pura verdade. Vejo direto os bombados machos miando nas rolas por ae. Não que não possam ser passivos, mas não precisam humilhar os outros como se fossem héteros convictos.

Anônimo disse...

Não gostei desse texto. Gay machista é péssimo. E todo mundo falando de máscaras mas escrevendo em anônimo. Ahhhhh por favor.

Rogsanto disse...

Me sinto vingado!
conheço esse grupinho de veados bombados e drogados.
parabéns pelo texto é a verdadeira vida do gay de capital.
Roger, Porto Alegre.

Anônimo disse...

Texto interessante, mas meio preconceituoso, quer dizer que a bee não pode ser malhada e máscula na rua e ser passiva na cama?!?!?!
Querer ser másculo, corpo bonito e atitude de homem não quer dizer que vc vai ser "hetero normativo" (amo essa expressão kkk) e não pode miar na cama. Questão de tesão e gosto, tem bixas q se atraem pelo estilo hetero, pessoas bonitas e corpos, independente de preferência na cama e gosto musical e alguns não são femininos no dia a dia.

Alguém acima disse tudo, povo critica as barbies mas todos querem pega-las. Parafraseando um amigo meu: "quem quer comer filet tem que ser filet". A não ser que de sorte de achar um que curta o que vc realmente eh: gordo, cacura, baixinho, feio, whatever...

Concordo que a parte de humilhar os outros e desnecessaria e a pose e ostentação eh hipócrita, mas basicamente povo não sabe lidar com rejeição. Se encarassem o app com mais leveza, pelo objetivo dele seriam mais felizes. Sou morador de Ipanema (bixa de Ipanema como diz um amigo meu;-), conheci meu namorado (ha 4 anos) em app no bairro e sou muito feliz hoje.

Ricardo Becker Maçaneiro disse...

O texto já disse tudo então só uma palavra: Espetacular!